Comunidade São Benedito- Campinho

A história da Comunidade São Benedito, no bairro Campinho, começou antes mesmo da existência da igreja. O senhor Joaquim Lobo idealizou a construção de um cruzeiro, que se tornou o primeiro espaço de oração do bairro. Ali, no cruzeiro, eram celebradas as missas.

Com o passar do tempo, o proprietário da terra, Aurélio Pelegrine, cedeu o local para a construção de uma igreja. Todos os moradores do Campinho se uniram na obra, que foi erguida ao lado do cruzeiro, por volta de 1943. O pedreiro responsável foi Manoel Silvério, auxiliado por Jaime e Benedito Sabino.

Benedito Sabino, devoto de Nossa Senhora Aparecida e de São Benedito, também era conhecido por organizar a congada, manifestação cultural e religiosa em honra a São Benedito. Por essa devoção, a comunidade decidiu colocar Nossa Senhora Aparecida e São Benedito como padroeiros da igreja. Mais tarde, São José também foi reconhecido como protetor, formando o trio de padroeiros que permanece até hoje.

No início, a igreja recebeu muitas imagens de santos, doadas pelos fiéis. Porém, após orientações da própria Igreja, as imagens em excesso foram distribuídas entre os moradores, permanecendo no templo apenas os três padroeiros.

As missas eram celebradas esporadicamente, e como não havia meios de comunicação modernos, quando o padre chegava, Aurélio Pelegrine tocava o sino da igreja duas horas antes da celebração para avisar a população.

Em 1979, o padre Geraldo iniciou a organização das primeiras comunidades no bairro Campinho, dividindo-o em cinco: Santa Laura, São José, São Lucas, Nossa Senhora e uma outra cujo nome se perdeu na memória. Ele também instituiu a eleição de três representantes para a igreja: Vando Gregio – Ministro da Palavra, Ivo Pangone – Ministro do Dízimo, Almir Pangone – Ministro da Eucaristia

O senhor Almir Pangone recebeu, durante dois anos, formação com Dom Antônio, em Assis. As comunidades se reuniam na igreja do Campinho aos sábados, devido ao grande número de pessoas. Com o tempo e a diminuição da participação, as comunidades foram unificadas, permanecendo apenas a Comunidade São Benedito.

Apesar das mudanças de ministros ao longo dos anos, a comunidade manteve suas missas e celebrações. Houve um período de dois anos em que não se celebraram missas por falta de padres, mas as celebrações leigas se mantiveram vivas. Posteriormente, a comunidade passou a se integrar mais às comunidades da cidade de Paraguaçu Paulista.

A Comunidade São Benedito do Campinho também é reconhecida por ser o palco da grande festa da Folia de Reis, uma tradição centenária que começou com o Mestre Manoel Silvério. Essa devoção e celebração foram transmitidas de geração em geração, permanecendo até hoje, especialmente através da família Pilan, que mantém viva essa expressão de fé e cultura.

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